A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) empossou, nesta segunda-feira (15/6), duas novas defensoras públicas, Catarina Lopes Maia e Marcela Vignoli Cordeiro Bessa, que reforçarão o quadro de membros da Instituição no interior. A solenidade de posse aconteceu na sede do Governo do Estado, localizado na Avenida Brasil, bairro Compensa, Zona Oeste da capital.
De acordo com o Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, a posse das novas defensoras reforça o papel da Defensoria com a interiorização dos seus serviços.
“Para a Defensoria, não há momento mais especial do que dar posse para novos defensores públicos. É um momento muito importante, porque as novas defensoras chegam nesse momento de interiorização e daqui a pouco estarão atuando no interior, pois é lá que encontramos os maiores desafios e vulnerabilidades”, destacou.
Segundo o vice-governador, Serafim Corrêa, o momento é de celebração e expansão, especialmente para os municípios que serão beneficiados com a chegada das nossas empossadas.
“A Defensoria está crescendo no interior e temos acompanhado essa ampliação, pois isso simboliza também o crescimento de políticas públicas e a chegada de cidadania para as pessoas que mais necessitam”, ressaltou.
Além do Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, estiveram presentes na solenidade o 1º Subdefensor Público Geral, Helom Nunes; 2ª Subdefensora Pública Geral, Sarah Lobo; Vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa; Diretor de Políticas Penitenciárias da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Sandro Barradas; Reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), André Zogahib; Secretária-Geral da Ordem dos Advogados do Brasil | Seccional Amazonas (OAB-AM), Omara Gusmão; Presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Amazonas (Adepam), Antonio Cavalcante; e o presidente da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), Anderson Sousa.
Novas defensoras públicas
Para Catarina Lopes Maia, a posse como defensora pública representa uma volta para casa. Natural do Amazonas, atuava, desde janeiro, como defensora pública em Roraima, e tinha o sonho de exercer a carreira política no seu próprio estado.
A amazonense também construiu uma história na Defensoria Pública do Amazonas, onde já atuou como estagiária, residente jurídica e analista jurídica. Para ela, retornar como defensora pública agrega ainda mais responsabilidade, sobretudo com a população do interior, que necessita ainda mais dos serviços da Instituição.
“Para mim, fazer parte da Defensoria é a realização de um sonho. Já atuei em vários cargos na instituição e eu enxergo que ser defensora pública no interior é trazer direitos à população que mais precisa e ser esse instrumento de transformação social”, falou.
O sonho na carreira de defensora pública era antigo para Marcela Vignoli Cordeiro Bessa, de 30 anos, que já passou por diversos órgãos públicos. Natural de Minas Gerais, a nova empossada da DPE-AM ressaltou a ansiedade para começar a exercer seu novo cargo.
“Em Minas Gerais, temos muitos municípios, mas, no Amazonas, as dificuldades são bem diferentes, principalmente em relação à distância entre as cidades. Fazer parte da Defensoria é uma alegria imensa, porque é uma instituição que enfrenta diversos desafios e colaborar para a transformação da nossa sociedade é muito gratificante”, disse.
Atuação da Defensoria no interior
Nos últimos anos, a Defensoria expandiu sua presença no interior. Ao todo, a Instituição está presente fisicamente em 34 municípios do Amazonas, mas atendendo todas as 62 cidades através dos 13 polos regionais, oito unidades descentralizadas (UDIs), sete unidades da Região Metropolitana (URMs) e seis Postos de Atendimento Avançado (PAVs).
Com essa expansão, a Instituição apresentou um crescimento expressivo no atendimento prestado à população dos municípios do interior. Entre 2020 e 2025, os atos saltaram de 51 mil para 188 mil, um crescimento de 267% em seis anos.
Concurso
Os novos defensores públicos do Amazonas foram aprovados no 5º Concurso para membros da DPE-AM, organizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), que teve edital publicado em 21 de março de 2025. As provas objetivas foram aplicadas em 15 de junho, seguidas das etapas discursivas em 18 de agosto e das provas orais, realizadas entre os dias 21 e 23 de novembro do ano passado. O resultado foi divulgado em 6 de fevereiro deste ano.
O concurso, que teve um total de 60 aprovados, prevê preenchimento inicial de 10 vagas, das quais sete já foram preenchidas com os novos membros empossados nesta segunda-feira, com possibilidade de novas nomeações conforme a necessidade da instituição e a disponibilidade orçamentária. A validade é de dois anos, contados a partir da homologação do resultado, podendo ser prorrogada por igual período, a critério da DPE-AM.
Com informações da assessoria